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08/08/2020

A morte - Pr. Pedro R. Artigas

A morte - Pr. Pedro R. Artigas

A morte

Pr. Pedro R. Artigas

Todos os dias em nossa cidade alguém morre, seja um idoso já cansado de anos, ou uma criança por acidente qualquer, ou ainda um jovem que por sua audácia perdeu sua vida. Mas apesar de ser fato consumado e corriqueiro nenhum de nós sabe como lidar com ela, e menos ainda como suportá-la.

E estamos em momento de crise de saúde, esta doença que não sabemos como veio, e nem porque veio, tem nos trazido ainda mais aflição. Hoje devido a ela nossos entes queridos não podem receber de nós o devido carinho quando estão com a doença, e o pior não podemos prestar as últimas exéquias e demonstrar nosso carinho nas despedidas. E este fato é importante para o desenvolvimento do luto.  

Quando ouvimos ou vemos que um idoso morreu, simplesmente explicamos como sendo alguém que já viveu o que tinha de viver e por isso chegou ao fim de seus dias. E não damos maior importância, acreditamos até que o fato seja normal, e nada há que se deva ficar lamentando. Nos esquecemos que aquele idoso tinha uma família que precisa de nosso consolo, de nosso amparo para poder seguir durante os primeiros dias após a perda, quando a saudade é maior, e a falta do ente querido é sentida em toda a sua amplitude. E muitas vezes essa falta de amparo de nossa parte faz com que muitos familiares se culpem pela morte do parente.

Quando é uma criança questionamos Deus porque permitiu que aquela iniciante vida fosse levada, e lamentamos pelos pais que ficaram, e muitas vezes chegamos a afirmar que sabemos como eles se sentem! Quando ninguém em sã consciência pode afirmar como o outro se sente, pois a dor é muito própria, muito íntima.  

Quando é um jovem nos entristecemos, pois afinal tinha toda a vida pela frente todo o futuro lhe sorria, e por uma fatalidade faleceu. Aqui também não nos importamos com os pais, irmãos e outros familiares com quem aquele jovem convivia, mas em nosso egoísmo, pensamos no que ele deixou de poder fazer, e de como se deixou levar pelos amigos até a esta situação. 

De todas as maneiras procuramos culpados, no caso do idoso, foi um remédio errado dado em hora errada, pela pessoa errada, enfim estava tudo fora de lugar, por isto ele faleceu.

Se foi uma criança alguém tem que ser culpado, o médico, o motorista que não viu a criança atravessando a rua correndo, a mãe que a deixou em casa para poder trabalhar, enfim alguém é culpado, e quando somos argüidos, respondemos prontamente se fosse eu daria parte na polícia para descobrir o culpado.

Se jovem, ele procurou a morte correndo em demasia com o carro, ou bebeu demais, ou ainda estava drogado, e buscou sua morte, então ele é o culpado.

Mas esquecemos que a morte entrou no mundo por culpa de todos nós, quando permitimos que o pecado entrasse em nossas vidas. Não existe culpado na morte do idoso, da criança, do jovem, o culpado fomos nós mesmos que demos e ainda infelizmente continuamos a dar ouvidos ao mal, atendendo seus desejos, buscando seus prazeres, nos esquecendo de Deus, de suas promessas, de suas leis, e testamentos.  Em Gênesis capítulo 2, versículos 16 e 17 diz: “ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: de toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás, pois no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.

A lei estava dada e prescrita, certamente morrerás, não a morte física, mas a morte espiritual, a morte que nos afasta de Deus, e nos leva a cometer os maiores desatinos possíveis, a morte que nos leva a morrer em nosso corpos, sim, pois ao  termos comido do fruto perdemos a essência divina que nos dava um corpo sem enfermidade, sem pecado, sem ofensa, foi essa morte que entrou no mundo, que não poupa o idoso, a criança e o jovem, mas a todos sem exceção leva. Mas, a própria Palavra nos promete em João capítulo 11, versículo 25: “...quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”, ou seja teremos a morte física, pois está no mundo, mas não morreremos eternamente por que temos obedecido a sua Lei, e esta é a diferença daquele que morre em Cristo, e daquele que morre sem a fé no Filho de Deus, resta-nos pois uma pergunta crucial, como estou vivendo minha vida, em obediência a Lei de Deus ou em desobediência a sua Lei, e obedecendo a minha lei. E como me comporto frente a essa doença que não poupa ninguém, seja idoso, criança ou jovem. Tenho me preocupado primeiro com minha própria saúde e vida, como também de meus pais e avós? É momento de reflexão. Shalom.

Fonte: Pr. Pedro R. Artigas

Pr. Pedro R Artigas

Pr. Pedro R Artigas

Escreve sobre Contato Pastoral

Pedro Rivadavia Artigas 

Pastor Metodista formado em 1985 pelo CEMETRE 

Especializado em Aconselhamento Familiar 

Formado em Técnico Químico em 1969 - Colégio Osvaldo Cruz - SP 

Especialização em Marketing pela ADVB - SP em 1974 

Atualmente aposentado Cultivando Orquídeas

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