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28/09/2020

A murmuração - Pr. Pedro R. Artigas

A murmuração - Pr. Pedro R. Artigas

A murmuração

Pr. Pedro R. Artigas

 

É interessante como damos mais atenção para àqueles que vivem murmurando e falando mal de todos, que a atenção dedicada àqueles que falam das bençãos e das graças recebidas de Deus.

No livro de Números, capítulo 11, versículos de 4 a 6 nos diz um fato: “E o vulgo, que estava no meio deles, veio a ter grande desejo; pelo que os filhos de Israel tornaram a chorar, e disseram: Quem nos dará carne a comer? Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça; e dos pepinos, e dos melões, dos porros, e das cebolas, e dos alhos. Mas agora a nossa alma se seca; coisa nenhuma há senão este maná diante dos nossos olhos”. Quem começa a reclamar da falta de alimento é o povo que seguia os judeus que haviam saído do Egito. O texto diz: o vulgo, ou populacho, ou mais atualmente um bando de estrangeiros, e refere-se aos não judeus que se uniram ao acampamento no Êxodo, podemos ler isto no livro de  Êxodo, capítulo 12, versículo 38: “E subiu também com eles muita mistura de gente, e ovelhas, e bois, uma grande quantidade de gado”, que relata a quantidade de escravos de outras nacionalidades que aproveitaram o exemplo de Israel e foram também oferecer cordeiro sacrificial, não que fossem adoradores do Deus de Israel, mas viram as maravilhas e os seguiram para também receberem a bênção. O interessante da história é que eles seguiram até o recebimento da Lei, pois quando tiveram que tomar posição, ou seja serem circuncidados foram embora.

Foram eles que reclamaram que suas almas, que no hebraico é a palavra nepesh, e representa a sede ou alma dos apetites animais, ou carnais, mas não designa o espírito de Deus sobre a pessoa. Essas pessoas como não tinham vínculos com Moisés, e começaram a reclamar, e levaram todo o povo judeu a começar a reclamar, pois precisavam de algo que estimulasse suas glândulas, ou seja, alimentasse seus corpos, como temos acima: “Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça; e dos pepinos, e dos melões, dos porros, e das cebolas, e dos alhos, e como era costume reclamaram.

Moisés, vendo a reclamação do povo e nada podendo fazer, clama a Deus dizendo que achava mui pesado o cargo a que Deus o colocara, e reclama, e diz fui eu quem gerou esse povo?  Como se dissesse a Deus, foi o Senhor quem os gerou, e permitiu que eles compartilhassem da vida que recebemos, agora eles tripudiam sobre o seu Poder, portanto só o Senhor pode alimentá-los, Moisés demonstra toda a fragilidade do homem, suas palavras estão carregadas de intensa emoção, pois encontra-se em situação angustiosa, ele via os judeus e o populacho à frente de suas barracas chorando pela falta de comida, o que aliás não era verdade, pois todos os dias havia o maná. Os versículos 7 e 8 do capítulo 11 é descrito o que era o maná: “ o maná era como semente de coentro, e a sua aparência era semelhante ao bdélio, que era um mineral com perfume semelhante à mirra. O povo ia por toda parte e o colhia.  Eles moíam em moinhos ou o socavam em pilões. Depois o cozinhavam em panelas e dele faziam bolos. O sabor do maná era como o de bolos amassados com azeite. 

Deus então manda que se ajuntem 70 anciãos, pois viu Deus que Moisés encontrava-se em depressão emocional, e precisava de ajuda, e deposita sobre esses homens uma nova autoridade. O resultado é que todos os anciãos começaram a profetizar, não que fizesse parte da função de liderança, mas uma nova autoridade havia sido colocada sobre eles. Passado esse momento de angústia que Moisés estivera vivendo, estes anciãos não mais voltam a profetizar. Eles foram comissionados para ajudar em um momento de alto stress, que havia necessidade de normalizar a situação, pois o problema estava saindo do controle.

Homens de fora estavam entrando e atrapalhando a continuidade do trabalho do Senhor, assim como hoje temos muitas vezes pessoas de fora que atrapalham o levar a graça de Deus. Afastam as pessoas que começam a aceitar as boas novas, pois ainda pensam com seus espíritos animais, ou como diz o texto bíblico seu fígado é o seu deus.

Hoje ainda muitos são dirigidos por seus fígados, não tem o Espírito de Deus sobre si, e então praticam todo engano e erro, e o que é pior afastam as pessoas das verdades divinas, pensemos nisto hoje, pois podemos também nós estarmos sendo afastados da graça, por ouvirmos nepesh, ou em melhor tradução nossos fígados. Shalom.

Fonte: Pr. Pedro R. Artigas

Pr. Pedro R Artigas

Pr. Pedro R Artigas

Escreve sobre Contato Pastoral

Pedro Rivadavia Artigas 

Pastor Metodista formado em 1985 pelo CEMETRE 

Especializado em Aconselhamento Familiar 

Formado em Técnico Químico em 1969 - Colégio Osvaldo Cruz - SP 

Especialização em Marketing pela ADVB - SP em 1974 

Atualmente aposentado Cultivando Orquídeas

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