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07/11/2020

A cura de Naamã - Pr. Pedro R. Artigas

A cura de Naamã - Pr. Pedro R. Artigas

A cura de Naamã

Pr. Pedro R. Artigas

 

Estamos nos aproximando de uma das datas mais importantes do Cristianismo, o nascimento de Jesus. E o aniversário deste ano, devido a pandemia ainda vigente e em alguns lugares da Europa vindo com uma nova cepa do vírus, apresenta-se um pouco vazio, com todos ainda com medo, e pouco frequentando os lugares de compra. Mas o tempo é propício para lembrarmos de histórias bíblicas que falam de fé, de altruísmo e de companheirismo.

Então me veio à mente a história famosa da cura de Naamã, que é relatada no livro de Segundo Reis, todo capítulo 5. Conta-nos a história que Naamã era um homem de grande importância no reino da Síria, chefe do exército, e seu rei tinha por ele grande respeito e admiração pois por intermédio dele Deus havia dado livramento aos siros, e o escritor nos conta de seu valor e diz, porém, leproso. Esse porém, no final da frase significa que apesar de todo seu valor tinha uma doença incurável, e que deveria estar separado de todos devido a doença.

E continua a história dizendo que quando os sírios saíram de Israel levaram cativa uma menina pequena que foi ser escrava em sua casa, e essa menina era adoradora de Javeh, o Deus de Israel, diferente de Naamã que adorava os deuses de sua terra. E destemida como toda criança, ela diz à sua patroa, “como seria bom se, meu senhor, fosse diante do profeta que habita em terras de Samaria, ele o restauraria”.

Vamos analisar essa pequena escrava. Primeiramente o cuidado de uma menina mesmo cativa, que soube demonstrar amor, e demonstrar que era realmente convertida a Deus não importando onde estivesse. Ela assumiu uma atitude bastante perigosa para aquela época, quando um escravo não tinha direito a falar, e muito menos de divulgar sua fé, pois estava em outro país, que praticava outra religião, e adorava a outros deuses, e neste caso a Rimom, e naquele tempo isto era passível de morte; mas assim mesmo ela teve coragem de falar a respeito do Deus vivo de Israel.

Podemos até dizer que com humildade apresentou a Cristo, antes de seu nascimento, a quem não conhecia a verdade e sofria de infeliz moléstia. Naamã ao ouvir a palavra da escrava, vai a Israel tentar a cura, leva presentes e dinheiro para pagar ao profeta, pois era costume daquele povo pagar aos profetas por trabalhos realizados. Este é o primeiro aspecto.

O segundo aspecto Eliseu o profeta não deu a importância que queria o grande general, não fez suspense, nem soltou foguetes quando ele chegou, simplesmente mandou que fosse se banhar no Rio Jordão e que ficaria curado. O general em sua orgulhosa aparência ficou por demais irritado, e aqui nós podemos ver um aspecto interessante do evangelho de Deus: a mensagem bíblica é de igualdade entre os homens na presença de Deus, e, perante Ele todos haverão de se apresentar com humildade aceitando a obra de Jesus Cristo, pela qual nos concede salvação e as bênçãos eternas. Por esta razão Eliseu não deu ao grande general a importância que ele achava que tinha.

Terceiro aspecto, a parte mais importante foi dada pelo próprio general, quando se decidiu por Cristo aceitando seu Senhorio, crendo no único Deus real e verdadeiro de Israel. E temos também aqui no terceiro aspecto o comportamento de Geazi que estragou o propósito de Eliseu quando correu atrás do general para lhe pedir um pequeno presente, e hoje muitas vezes afastamos aos novos na fé da Igreja com testemunhos iguais ao de Geazi. Por esta razão devemos estar atentos ao que falamos e como agimos, pois quando procedemos mau, testemunhamos mal. E para finalizar até podemos fazer um comparativo de testemunho entre a menina escrava e moço do profeta.

A pequena escrava não temeu compartilhar sua fé no Deus Vivo e verdadeiro, já Geazi acreditou que poderia tirar proveito da situação, assim como infelizmente muitos fazem hoje em nossas igrejas quando veem um visitante ilustre, e já o procuram para tentar ver se conseguem algo com eles. Ser diferente perante ao mundo é ser cristão verdadeiro, não pactuar com as ações que o mundo acredita serem boas, mas é espelhar a face de Cristo neste mesmo mundo tão alheio à fé. Shalom.

Fonte: Pr. Pedro R. Artigas

Pr. Pedro R Artigas

Pr. Pedro R Artigas

Escreve sobre Contato Pastoral

Pedro Rivadavia Artigas 

Pastor Metodista formado em 1985 pelo CEMETRE 

Especializado em Aconselhamento Familiar 

Formado em Técnico Químico em 1969 - Colégio Osvaldo Cruz - SP 

Especialização em Marketing pela ADVB - SP em 1974 

Atualmente aposentado Cultivando Orquídeas

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