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Paraná

23/10/2020

Quase 1 milhão de paranaenses já fizeram teste para detectar coronavírus

Quase 1 milhão de paranaenses já fizeram teste para detectar coronavírus

A pesquisa PNAD COVID19 Mensal, divulgada nesta sexta-feira, 23, pelo IBGE, mostra que aumentou o número de paranaenses que já fizeram algum teste para saber se estavam infectados pelo coronavírus. Até setembro, 960 mil pessoas já haviam feito esse teste no estado, quase 200 mil a mais do que o total acumulado até agosto (766 mil) e cerca de 440 mil a mais do que o registrado até julho (520 mil).

O levantamento mostra ainda que houve aumento também do número de pessoas que testaram positivo: 164 mil até setembro, 41 mil a mais do que o acumulado até agosto (123 mil). Dessas 164 mil pessoas, cerca de 43 mil apresentavam alguma comorbidade que pode agravar o quadro clínico de um paciente com a Covid-19, tais como diabetes, hipertensão, asma, doenças cardíacas, câncer, entre outras.

Por outro lado, verificou-se queda no número de pessoas que apresentaram algum dos sintomas relacionados à síndrome gripal. Em agosto, 632 mil pessoas apresentaram algum dos sintomas e, em setembro, 502 mil.

Sobre o comportamento do paranaense diante da pandemia, a pesquisa mostra que, em setembro, 160 mil pessoas não tomaram qualquer medida restritiva para evitar o contágio pelo coronavírus, o que representa um aumento de 52 mil na comparação com agosto (108 mil). O total de pessoas que reduziu o contato mas continuou saindo de casa e/ou recebendo visitas foi de pouco mais de 5 milhões. Já os paranaenses que ficaram em casa e só saíram por necessidade básica foram cerca de 4 milhões. Com relação ao conjunto de pessoas que ficaram rigorosamente isoladas, a pesquisa apontou a segunda queda consecutiva. Em julho eram 2,84 milhões de pessoas rigorosamente isoladas, em agosto 2,63 milhões e em setembro 2,25 milhões.

Mercado de trabalho

A pesquisa do IBGE mostra também que o número de pessoas não ocupadas que não procuraram trabalho por conta da pandemia ou por falta de trabalho na localidade, mas que gostariam de trabalhar na semana anterior foi de 397 mil, um decréscimo de 43 mil pessoas em relação a agosto (440 mil).

Em setembro, no Paraná, o total de pessoas ocupadas e afastadas do trabalho foi de 269 mil. Já o número de pessoas ocupadas e afastadas do trabalho devido ao distanciamento social foi de 140 mil, o que corresponde à quarta queda consecutiva desde o início da pesquisa em maio, quando esse montante assinalou 541 mil. Dentre as que estiveram ocupadas e afastadas do trabalho no mês passado, 50 mil deixaram de receber remuneração.

Sobre a renda do paranaense, o rendimento médio real efetivamente recebido das pessoas ocupadas foi de 2.335 reais em setembro. A média do rendimento proveniente do auxílio emergencial recebido pelos domicílios foi de 845 reais, praticamente a mesma de agosto (846 reais). O número de domicílios no Paraná em que alguém recebeu auxílio emergencial foi de 1,39 milhão.

Ainda segundo a pesquisa, a taxa de desocupação no estado, em setembro, teve ligeira queda. No mês passado a taxa ficou em 11,1%, apenas 0,1 ponto percentual a menos do que em agosto (11,2%).

Educação na pandemia

Na área da educação, a PNAD COVID19 Mensal traz dados sobre a atividade escolar do paranaense na pandemia. O número de estudantes entre 6 e 29 anos que frequentavam escola ou universidade era de aproximadamente 2,4 milhões no Paraná em setembro. Desse total, por volta de 2,3 milhões tiveram atividades escolares (aula online, deveres, estudo dirigido etc.) disponíveis para realizar, um aumento de mais de 80 mil em relação a agosto (cerca de 2,2 milhões).

Do total de estudantes que tiveram atividades escolares em setembro, quase 1,6 milhão teve a frequência de 5 dias de atividades por semana, outros 69 mil tiveram a frequência de 6 ou 7 dias por semana e cerca de 27 mil estudantes não realizaram atividades escolares apesar de as terem à disposição.

Sobre a pesquisa

A PNAD COVID19 tem por finalidade identificar os indivíduos com sintomas associados à Covid-19 e o impacto da pandemia no mercado de trabalho. Ao longo das edições da pesquisa iniciada em maio, outros dados foram sendo incluídos, tais como indicadores sobre comportamento diante da pandemia e dados sobre educação.

O IBGE ressalta que não se pode comparar os dados da PNAD Contínua com os da PNAD COVID19 por se tratar de levantamentos com metodologias diferentes, e que a PNAD Contínua ainda é a pesquisa oficial sobre o mercado de trabalho no Brasil.

 

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Fonte: GOIOERÊ | CIDADE PORTAL | IBGE

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